Vale-saudade
Quando eu estava no CC, todo dia eu passava na lojinha de bugigangas e comprava um cartão para mandar pelo correio. Era um mais lindo que o outro, e a saudade de muita gente era tanta que eu tinha infinitos motivos para gastar os preciosos dinning dollars com aqueles pedaços de papel fofos.
Toda segunda-feira, pelo menos uma cartinha saía pelo correio em direção a Chiba, Japão.
E quase toda sexta eu recebia um pacote vindo de Chiba, Japão. Não eram cartões, mas era amor embalado em plástico bolha.
Minha vida aqui em Ouro Preto estranhamente tem muito daqueles meses que passei no intercâmbio. A distância, a saudade, o campus e as moradias estudantis, tudo meio que parece, mesmo não parecendo. Não tem cartões fofos, nem cartinhas chegando pelo correio. Mas tem amor sacolejando quase toda sexta num ônibus de Belo Horizonte para chegar até aqui.
(Imagens daqui, daqui e daqui)
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