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domingo, janeiro 1, 2012

Tirando a poeira

O blog está cada vez mais abandonado mas recebi um relatório divertido do WordPress falando sobre as estatísticas de 2011 e tive vontade de registrar umas palavras sobre esse fim/começo de ano.

2011 começou cheio de promessas e expectativas, e terminou sereno, com uma sensação de “meio do caminho”. Muito do que vivi não era bem o que eu esperava mas, de alguma forma, era o que eu queria. A Juliana Cunha soube explicar muito bem esse sentimento neste post sobre “baixar as expectativas“. Li este post legal no Hello Lolla sobre ano novo, e me identifiquei. Também prefiro Natal a Reveillon e não gosto dessa obrigação de badalar para que o ano comece bem. Meu 2012 começou com comida boa, show da virada e gente querida, e foi maravilhoso. Isso tudo me fez pensar.

E se, na noite de ano novo, a gente ganha do namorado uma cereja em formato de coração, é sinal de que 2012 deve ser um ano bom, né?

Refletindo sobre as conquistas de 2011, tenho que ser justa e dizer que foi um ano legal. Defendi a dissertação, fui contratada pela UFOP, trabalhei no Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, dei aula no curso de Jornalismo, descobri minha vocação, estou geograficamente mais perto do Gabriel, cumpri com o planejamento orçamentário do ano, tive mais oportunidades como freelancer, fui ao Festival de Gastronomia de Tiradentes, enfim, um montão de coisas boas.

E eu quero que 2012 seja assim também. Sem muitas expectativas, sem tanta pressa, sem tanta cobrança, mas com muitos bons momentos, com saúde para todos, com pequenas conquistas diárias e muito sorriso sincero. Se eu não postar aqui com tanta frequência, que seja porque estou vivendo a vida e investindo em 2012 para que ele seja um ano memorável.

Que seja memorável para vocês também! ^.^

quarta-feira, novembro 2, 2011

Cantinho

Quando eu era pequena, meu sonho era ter um sótão para chamar de meu, um cantinho na casa que eu poderia arrumar do jeito que eu quisesse, só com as minhas coisas preferidas. Não sei quando comecei a gostar de decoração, mas quem costuma visitar o Tumblr já deve ter percebido que fotos de salas, quartos, cozinhas e banheiros, pequenos ou grandes, coloridos ou monocromáticos, são recorrentes. Cada espaço mais lindo queo outro, lugares sempre agradáveis para se viver.

Fonte: Where the lovely things are

Sempre gostei da minha casa materna, e percebo o quanto tudo lá tem a cara dos meus pais. Móveis clássicos de madeira, comprados para o casamento, que resistem há mais de 25 anos de poeira, uso e mudança de endereço. Realmente acho que hoje não se fazem mais móveis como antigamente – e os que duram tanto assim são realmente mais caros, um verdadeiro investimento.

Fonte: Where the lovely things are

Agora que tenho a “minha” casa, continuo me sentindo um pouco dentro da casa dos meus pais, porque foi minha mãe quem escolheu e trouxe para Ouro Preto praticamente tudo que tenho hoje. O espaço é pequeno e nem dá para ficar inventando moda, mas eu fico bem feliz cada vez que compro um detalhe ou outro que transforma o apertamento em meu “lar”. Como sei que não dá para fazer aqui tudo que eu gostaria na decoração, vou colecionando fotos que me agradam para fazer planos futuros.

Quadro com aquarela da Luda

Às vezes acho que meu gosto para decoração é meio “casa de boneca”, com várias coisas coloridas, detalhes fofos e um ou outro item com cara de antiguinho… Mas se eu tivesse que resumir em poucos aspectos, seriam: branco, vidro e madeira. E luz, muita luz! Casa pra mim tem que ter luz natural! Muito sol entrando pelas janelas, seja inverno ou verão!

Quando visitei o lugar onde moro hoje em Ouro Preto era por volta de meio dia, e tinha um sol lindo e gostoso entrando pelas janelas. Foi o que me fez decidir por ficar com o apartamento. Eu já tinha olhado tanto muquifo para alugar, lugares aburdamente caros, garagens sem janela que o dono queria alugar como quarto e sala… Coisas absurdas, típicas de Ouro Preto. Por isso me sinto abençoada, porque moro em um lugar cheio de luz e lindinho, apesar de pequeno e, tenho que admitir, caro.

Divino comprado em Tiradentes, MG

Gostar do lugar onde a gente mora é meio caminho para se sentir bem em casa e transformá-la em lar: confortável, aquecido e aconchegante pra gente se sentir menos solitário.

Para quem gosta do tema indico o blog Dcoração, que tem sempre coisas lindas! As duas últimas fotos do post são minhas, as outras eu tirei daqui.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Blogagem coletiva: mitos e verdades sobre intercâmbio

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Recebi um convite da minha querida e saudosa amiga Mahina Fava, do Produzindo.net, para participar de uma blogagem coletiva sobre intercâmbio. Eu já queria resgatar os posts aqui no blog e escrever com mais frequência e aproveitei esse incentivo para retomar as publicações!

Trabalho voluntário em um horse shelter no Novo México

Acho que intercâmbio é um sonho de quase todos os adolescentes e universitários, e quando eu consegui ser classificada na seleção do programa entre a UFJF e o Colorado College, em 2006, tive aquele sensação plena de felicidade como poucas vezes aconteceu depois. Se tem uma primeira verdade sobre o assunto, seria esta sensação maravilhosa de sonho realizado.

Passeio com os demais alunos internacionais ao Garden of the Gods, Colorado Springs, CO

Só que depois dessa alegria imensa começam algumas pequenas complicações – nada que tire o brilho da oportunidade. É muita papelada para preencher, passaporte, visto. No meu caso, fui pega de surpresa e tive pouco mais de um mês para resolver tudo. Na época, a Coordenação de Relações Internacionais da UFJF sofria com uma tremenda falta de estrutura. Sei que de lá para cá muita coisa melhorou pois continuei acompanhando alguns intercambistas que foram ou chegaram no nosso querido Brasil. Mas contar com um apoio mais profissional nessas horas ajuda a não ter muitas surpresas e dores de cabeça desnecessárias.

Homenagem aos soldados mortos na Guerra do Iraque

Alguns mitos…

  • Há uma supervalorização do intercâmbio no currículo, muita gente acha que só o fato de ter viajado para o exterior vai fazer milagre no retorno. Não vai. O valor de uma experiência dessas depende muito mais das escolhas que o intercambista faz no exterior e das mudanças que ocorrem em sua personalidade do que do evento em si. O intercâmbio sozinho não garante oportunidades profissionais para ninguém, mas agrega um valor pessoal que poucas experiências acadêmicas podem proporcionar…
  • Muita gente acha que só quem já tem uma boa posição financeira consegue fazer intercâmbio. Mas acho que hoje já existem muitas oportunidades subsidiadas pelos próprios governos e Universidades estrangeiras. O aluno acaba tendo que arcar com custos de passagem, às vezes hospedagem, mas o investimento certamente vale a pena;
  • Acho que há um deslumbramento muito grande da questão da “liberdade” de se estar em outro país. Muita gente esquece que o outro país também tem leis, regras… Nos Estados Unidos, por exemplo, eu tinha 20 anos e não podia beber, porque a lei só permite o consumo de álcool para maiores de 21. Isso era um drama para alguns colegas que já estavam acostumados a beber em seus países de origem e lá tinham que, literalmente, ficar escondendo latinha de cerveja na mochila.

A primeira neve a gente nunca esquece!

E muitas verdades!

  • As amizades… Ah, como não lembrar com carinho e saudade de todas aquelas pessoas dos quatro cantos do mundo, e querer viajar o globo para reencontrá-los. Um das coisas mais gostosas da experiência pós-intercâmbio foi ter tido a oportunidade de receber alguns amigos estrangeiros na minha casa, na minha cidade. Essa troca não tem dinheiro que pague;
  • Host families realmente são importantes para inserir o aluno na cultura do local. Acho que eu não teria entendido tão bem o American Way of Living se não fosse pela querida Mom Dee, casada com um paraquedista aposentado do Exército Americano. Foi incrível passar com eles o Dia de Ação de Graças, partilhar daquela ceia, sentir-me parte da família.
  • Verdades sobre os Colleges americanos: é exatamente aquilo que você vê em todas as comédias românticas e filmes de terror que retratam a vida universitária, believe me. Mas nunca aprendi, li e escrevi tanto quanto naqueles quatro meses em terras americanas, e sonho até hoje com o dia em que o sistema de ensino superior brasileiro seja um pouco mais parecido com aquela experiência. Porque tinha festa todo dia nas Fraternidades, mas no dia seguinte a turma estava com o texto lido na ponta da língua para participar da aula.

O verdadeiro Halloween

Eu já escrevi outras vezes aqui no blog sobre o Colorado College, meus amigos e essa experiência maravilhosa, é só seguir a tag aqui ao lado. A Blogagem Coletiva é promovida pela STB. Mais informações neste post do Produzindo.net.

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sexta-feira, agosto 5, 2011

Ouro Preto 4 meses depois: o que teve?

O que teve?

  • Teve dois meses de casa provisória;
  • Teve saudade;
  • Teve período de adaptação;
  • Teve retorno para Petrópolis e madrugadas no ônibus da Útil;
  • Teve frio, muito frio…
  • Teve vento;
  • Teve mudança;
  • Teve visita relâmpago dos pais;
  • Teve apartamento novo;
  • Teve um pouco de solidão;
  • E teve esse chulé de Ouro Preto que cisma em cheirar mal;
  • Teve novas amizades;
  • Teve convites e novas oportunidades;
  • Teve Festival de Inverno, plantão nos fins de semana, tíques e diversão;
  • Teve saudade…

E teve despedidas, quem diria!

Em tão pouco tempo já deu para se apegar, gostar, partilhar e se despedir.

Não se despedir para sempre, mas dizer aquele até logo de quem não vai mais ter a convivência diária – mas que certamente vai tentar manter contato, chamar para um lanche, uma pizza, por que não?

Chris, vamos sentir sua falta!

Sucesso na nova jornada!

terça-feira, julho 19, 2011

Vale-saudade

Quando eu estava no CC, todo dia eu passava na lojinha de bugigangas e comprava um cartão para mandar pelo correio. Era um mais lindo que o outro, e a saudade de muita gente era tanta que eu tinha infinitos motivos para gastar os preciosos dinning dollars com aqueles pedaços de papel fofos.

Toda segunda-feira, pelo menos uma cartinha saía pelo correio em direção a Chiba, Japão.

E quase toda sexta eu recebia um pacote vindo de Chiba, Japão. Não eram cartões, mas era amor embalado em plástico bolha.

Minha vida aqui em Ouro Preto estranhamente tem muito daqueles meses que passei no intercâmbio. A distância, a saudade, o campus e as moradias estudantis, tudo meio que parece, mesmo não parecendo. Não tem cartões fofos, nem cartinhas chegando pelo correio. Mas tem amor sacolejando quase toda sexta num ônibus de Belo Horizonte para chegar até aqui.

(Imagens daqui, daqui e daqui

(Olá, blog! Voltei…)

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